quinta-feira, 12 de março de 2009


LETRAMENTO


Considerar as vivências dos alunos tem sido um ponto crucial no processo de alfabetização, pois partir da realidade dos mesmos, torna-se uma tarefa prazeroza e significativa.

Numa sala de aula encontramos uma riqueza de diversidade de culturas, etnias.

sábado, 8 de novembro de 2008

Esclarecendo sobre a alfabetização...

Navegando na internet encontrei um artigo sobre a "família das letras" do autor Vicente Martins, que vale a pena ser ressaltado aqui:

"O primeiro ponto a esclarecer é o seguinte: há uma diferença entre letras e fonemas. Os fonemas são os sons da fala. No plano do ensino da língua, os fonemas são assim classificados: vogais, consoantes e semivogais. As letras, na escrita, representam os fonemas ou os sons da fala. Quase sempre as pessoas, educadores, professores, experientes no magistério, são "leigas", isto é, desconhecem lingüisticamente o processo de alfabetização. As letras representam os fonemas, como disse, mas não dão conta do número de fonemas. Por isso, algumas letras têm mais de um som, dependendo da posição que se encontram no interior da palavra. Dizemos que há uma correspondência equívoca: as letras não correspondem exatamente os sons da fala e vice-versa. Assim, escrevemos letras, mas os fonemas (vogais, consoantes e semivogais) só escutamos, quando transformamos as letras em fonemas no decorrer da leitura ou soletração. Os lingüistas e os próprios gramáticos convencionaram o seguinte: quando se trata de letra, minúscula ou maiúscula, é assim a, A, b, B, c, C e uma infinidade de tipos. Quando queremos nos referir às vogais, consoantes e semivogais representamos entre barras: /b/, dizemos o som "bê", se escrevemos b ou B, dizemos a letra B. Em geral, os professores confundem letras com fonemas e isso causa um dano enorme na formação dos nossos estudantes, especialmente na escrita ortográfica e na leitura inicial, que carece muito desses conhecimentos básicos dos sons da fala e de sua representação na escrita. “Mas vejamos quão curiosa é a origem de termos lingüísticos bem presentes no cotidiano alfabetizador: a palavra vogal, de origem latina, quer dizer “aquilo que vem da voz” e a palavra consoante” aquilo que produz som", portanto, vogais e consoantes têm a ver com os sons que vem da fala ou da voz humana. Vogais, semivogais e consoantes não são letras. As letras, sim, são signos alfabéticos que representam, na escrita, os sons da fala. A letra C, por exemplo, dependendo do ambiente fonológico pode ter dois sons distintos: se a letra C está diante das letras O, A e U, terá som de /k/, portanto a consoante é /Ka). Olhemos e veremos que as letras A, O e U representam, respectivamente, na escrita ortográfica, a vogal média /a/ e vogais posteriores /o/ e /u/ (os fonemas são representados, na escrita, entre barras). Se a letra C está diante das letras E e I, que representam (por pura coincidência mesmo) as vogais /e/ e /i/, passa a ter um som de diferente, isto é, a ter som de /s/ (que a gente diz "Sê"). A título de informação, diríamos que na língua temos, pelo menos, 12 sons vocálicos ou vogais e uns 33 sons consonânticos ou consoantes."

Contudo vale ressaltar a importância do entendimento e da reflexão de como se dá o processo de alfabetização.

Vicente Martins é palestrante, pesquisador na área de dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem e professor de Lingüística da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail: vicente.martins@uol.com.br